Em períodos de aperto financeiro, vender milhas é opção para quem precisa de dinheiro - 16/10/2015

A venda de milhas aéreas é uma boa opção para quem está precisando de um dinheiro extra, principalmente neste momento de aperto financeiro, e também é uma forma de não perder os pontos dos programas de fidelidade dos cartões que estão expirando. Ou seja, na maioria dos cartões os pontos acumulados têm um prazo de validade, que geralmente é de dois anos. Se não forem utilizados no período, eles acabam se perdendo.

A compra e venda de milhas aéreas começou timidamente há cerca de 15 anos. Hoje, centenas de empresas das mais diversas partes do País têm pela frente um mercado cada vez mais concorrido. Como as operações são feitas online, os detentores de milhas não ficam limitados a negociar com empresas apenas de seu estado ou cidade. Os pagamentos são feitos antecipadamente na conta do cliente.

Segundo Joseane Serpa, da Milhas Mais, empresa que tem sede em Curitiba, mas compra e vende milhas de clientes de diversos estados brasileiros, embora seja fácil vender milhas aéreas, é importante que as pessoas pesquisem e analisem a credibilidade dos sites das empresas com quem estão negociando para evitar preocupações. ?Assim como nós tomamos cuidados no momento da compra, é fundamental que o cliente que está vendendo suas milhas saiba da idoneidade da empresa com quem está negociando. Trocar a senha do programa de milhas após a transação é essencial?, alerta Joseane, que atua no ramo há mais de cinco anos.

Vender milhas não é uma tarefa complicada. Os sites das empresas do setor ensinam o passo a passo da negociação. No caso do milhasmais.com.br o procedimento é o seguinte:

1º passo: Preencher e enviar o formulário com os dados, bem como a quantidade de milhas que pretende vender das companhias Azul, TAM, Smiles e Avianca. No caso das milhas da TAM, deve-se também informar a categoria do cartão (Black, Vermelho Plus ou Vermelho).

2º passo: Na sequência, o cliente irá receber em seu e-mail o valor da cotação das milhas que colocou à venda. Nesta etapa, devem ser informados o nome completo; CPF; endereço completo; telefone comercial, residencial e celular e dados bancários para o pagamento das milhas.

3 º passo: Para que o depósito ou transferência à vista seja feito na conta, o cliente deve enviar os dados da TAM (número do cartão fidelidade e assinatura eletrônica para conferência de pontos no site da TAM. Para dados dos cartões Smiles ? Gol, Azul e/ou AVIANCA enviar printscreen do PC, MAC ou Notebook da tela com o saldo das milhas.

4º passo: Após os dados serem conferidos e aprovados, será feita antecipadamente a transferência do dinheiro referente às milhas negociadas para a conta bancária do cliente.

5º passo: Ao confirmar o recebimento do depósito, o cliente deve informar a senha de resgate Multiplus da TAM (até 5 dígitos), senha Smiles, Gol (4 dígitos), senha Azul (alfanumérica) e senha AVIANCA (alfanumérica) desbloqueadas. Após a emissão, o cliente deve trocar de senha para a sua segurança e também visando futuras negociações.

Para vender as milhas aéreas, em geral, é necessário ter acumulado um mínimo de 10 mil pontos, mas segundo Joseane Serpa, de uns três anos para cá tem havido grande oscilação de pontos. No caso específico da Avianca, há negociação a partir de 7 mil pontos.


Publicado por : MIRIAN GASPARIN
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Reportagem da Gazeta do Povo Milhas Mais - 19/01/2013

Com limitações, vendas de milhas floresce na rede

Um verdadeiro mercado paralelo, com direito a cotação quase diária e depósitos em dinheiro na conta bancária. Embora seja contratualmente vedada pelas companhias aéreas, a comercialização de milhas aéreas, principalmente dos programas TAM Fidelidade e Smiles (Gol), é tão comum no Brasil que já existem até empresas especializadas na compra e venda de milhagens, inclusive em Curitiba. Basta procurar na internet.

Um relatório divulgado pelo Banco Central mostra que os brasileiros deixaram de resgatar 101,3 bilhões dos 591,2 bilhões de pontos gerados em 2010 nos programas de fidelidade dos cartões de crédito, ou 18% do total. O montante seria suficiente para emitir cerca de 5 milhões de passagens do Brasil para qualquer destino da América do Sul. É de olho nesta reserva que as empresas de compra de milhagem atuam.

O negócio é muito simples. Normalmente, o interessado em vender milhas precisa se cadastrar no site, cotar o valor dos pontos, enviar alguns dados pessoais, um print da tela do programa Smiles ou a assinatura e a senha eletrônica no caso do programa TAM Fidelidade. O dinheiro normalmente é depositado após a liberação das senhas.

Enquanto o cliente recebe o dinheiro, o novo proprietário das milhas revende os pontos para agências e operadoras de turismo espalhadas pelo Brasil. Não é preciso nem aparecer no check-in da companhia para repassar os pontos para terceiros, as empresas se encarregam disso.

O valor das milhas varia. As empresas normalmente trabalham com 10 mil pontos, montante que dá direito a um trecho nacional. Em épocas como Natal, Ano Novo, Carnaval e férias de janeiro e julho, as milhas valem mais. Milhas, voe ou venda. Este é o lema, diz a Joseane Serpa, proprietária do site curitibano Milhasmais.com.

Os novos donos  os proprietários dos sites  repassam os pontos para pequenas agências e operadoras de turismo. Existem casos em que vendemos para pessoas físicas também, afirma Joseane.

Transação não é ilegal, mas exige cuidados

Nos contratos de milhagem, as empresas aéreas prometem punir os clientes que forem flagrados vendendo milhas. Mas a verdade é que o comércio não é ilegal. De acordo com o Procon, não existe legislação específica que regulamente o comércio de pontos no Brasil. A milhagem é um bem pessoal, não das companhias. O proprietário faz o que quiser com os pontos.


Ainda que não esteja regulamentado, o comércio de milhas exige cuidados especiais do consumidor, que pode ser enganado durante a transação. Muitos dos sites que oferecem a compra de milhas nem sempre apresentam uma identidade jurídica, funcionado na clandestinidade.

Entre as dicas de segurança, Joseane Serpa, do Milhamais.com, diz que trocar a senha após a transação é fundamental. Sempre que fizer um negócio, por questão de segurança, troque a senha do programa de milhas, afirma.

Embora não possa ser considerada ilegal, a pessoa que se sentir prejudicada, pode procurar o Procon. Para registrar uma queixa é preciso ter em mãos documentos, como o extrato do programa de milhagens além de documento pessoal e comprovante de endereço.

Problemas

O Procon-PR fica na Rua Presidente Faria, 431, Centro, Curitiba, e atende das 9 às 17 horas. Caso tenha sido vítima de estelionato, a denúncia deve ser registrada na Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção do Consumidor (Delcon). Em Curitiba o telefone é o (41) 3322-7897 e o e-mail delcon@pc.pr.gov.br.

Publicado por GABRIEL AZEVEDO | GAZETA DO POVO

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